Relatorio webshoppers 35 edicao

Apesar da crise, e-commerce brasileiro segue em alta, aponta relatório da Webshoppers.

Principal referência do mercado, estudo confirma ascensão das transações virtuais e aponta tendências de consumo para 2017.

Um setor na contramão da crise – é o que indica a 35ª edição do relatório Webshoppers, realizado pela Ebit desde 2001. De grande visibilidade, o tradicional estudo traz números que confirmam que o e-commerce brasileiro segue firme mesmo com a retração do consumo: no último ano, as transações online movimentaram a impressionante cifra de R$ 44,4 bilhões, com um crescimento nominal de 7,4% em comparação com 2015. Tamanho desempenho pode ser justificado, principalmente, pela nova postura do consumidor diante das ferramentas virtuais: com a popularização da tecnologia, especialmente do uso de smartphones, o canal se tornou uma alternativa do consumidor na hora de enfrentar pechinchar. E o melhor: de forma rápida, ao alcance das mãos e sem qualquer compromisso. Não é a toa que participação dos dispositivos móveis na hora de arrematar as compras online mais do que dobrou em 2016, demonstrando uma das principais tendências do segmento: o mobile. Quer saber quais os principais pontos do relatório e quais as perspectivas para o futuro da atividade no Brasil? Veja agora os grandes destaques da publicação:

Números promissores

É fato que o setor já apresentou números mais animadores, porém, considerando a profunda crise econômica enfrentada pelo Brasil, especialmente nos últimos dois anos, é possível afirmar que o desempenho do comércio eletrônico foi notável. Ao contrário do tradicional comércio varejista, que neste período amargou uma retração de mais de 10% de acordo com dados do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), a modalidade alcançou um crescimento real de 7,4% em 2016. O faturamento do setor cresceu mais de três bilhões de reais, alcançando a soma de 44,4 bi. O valor médio gasto por cada consumidor virtual também aumentou: em 2015, essa taxa correspondia à quantia de R$ 388,00 e no último ano, de acordo com o levantamento da Ebit, passou para R$ 417,00 – um crescimento de 8% no valor do ticket médio brasileiro.

Black Friday foi o grande impulsionador

O volume de transações realizadas pelas plataformas virtuais se manteve estável em comparação com 2015: cerca de 106 milhões de pedidos.  Porém, parte deste desempenho foi assegurado pelas vendas realizadas durante o segundo semestre, especialmente em virtude da Black Friday. O evento, já famoso entre os brasileiros, foi um dos principais motivadores do consumo, justamente pela procura por preços mais acessíveis. Resultado: uma expansão de 17% nas vendas durante o último 25 de novembro, faturando nada menos do que R$ 1.9 bilhão – o que equivale a 13 vezes a média de um dia comum.

Mais consumidores conectados

Em 2016, o mobile também se confirmou como uma tendência extremamente relevante para os empreendedores e-commerce: 21% das compras concluídas nos canais virtuais foram realizadas através de dispositivos móveis. Outro fato que merece destaque é que o número de pessoas que compraram online pelo menos uma vez no último ano cresceu 22% – isso representa a impressionante quantia de 48 milhões de consumidores virtuais. E nem a alta do dólar foi capaz de frear a demanda do mercado: mesmo com tempos de variação cambial elevada, cerca de 21,2 milhões de brasileiros arremataram produtos em sites internacionais em 2016, movimentando uma quantia estimada 2,4 bilhões de dólares. Porém, um dos pontos negativos apresentados no relatório é que mais consumidores precisaram pagar pelo frete– o equivalente a 61% das transações, uma vez que a oferta de entrega gratuita teve leve declínio entre as lojas virtuais.

Perspectivas

Para a Ebit, é possível esperar melhores resultados já neste ano, visto que a própria economia brasileira dá seus primeiros sinais de recuperação. Uma das justificativas é uma melhoria no controle da inflação da cesta de produtos do comercio eletrônico (uma espécie de inflação do mercado virtual) registrada pelo Índice FIPE Buscapé: a taxa passou do aumento recorde de quase 12% em março, para a deflação de cerca de 2% em dezembro de 2016. De acordo com o relatório, a expectativa é que a atividade cresça 12% ao longo do ano, alcançando a casa dos R$ 50 bilhões de faturamento, fazendo jus ao potencial do mercado digital brasileiro.

Quer saber mais? Clique aqui para ler o relatório na íntegra e ver todos os dados coletados pela 35ª edição do relatório Ebit/Webshoppers.

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