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O futuro do consumidor online

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Enquanto fervorosos “manifestantes” queimam álbuns de figurinha da copa do mundo, o comércio eletrônico encontra-se em plena erupção solar. 2013 foi o ano em que o e-commerce consolidou-se com inovações e rentabilidade em todo o mundo.

O call-to-action (chamada para ação) é iminente, programa de afiliados, click and collect, Geofencing e outras estratégias prometem mudanças incríveis e irreversíveis.

Até que ponto as novas tecnologias e tendências trarão melhorias para o consumidor mundial?

O histórico do consumidor online

Para entender o comportamento de um indivíduo precisamos, antes de tudo, compreender o contexto em que vivemos e o histórico de nossas ações.

Se olharmos um pouco pra trás, podemos notar que a nossa maneira de consumir foi transformada radicalmente pela revolução industrial, moldada por décadas durante o período neoliberal e hoje nos encontramos diante de um novo paradigma: a realidade virtual do comércio eletrônico.

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Uma sociedade de créditos

A sociedade se acostumou por necessidade a viver de empréstimos e utilizar o dinheiro que não existe, o período Thatcher e Reagan cicatrizou de vez o comportamento do indivíduo consumidor nos transformando em uma sociedade do crédito. Comportamento propício para uma inclusão massiva do comércio eletrônico, não acha?

Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um homem mediano atual vê, em um dia, mais comerciais e imposições de consumo do que as pessoas viam durante uma vida toda há cem anos. Para Bauman, o consumo assume o papel chave, que na sociedade de produtores era exercido pelo trabalho, ou seja, o consumo ultrapassa todos os padrões de atividade de uma sociedade, até mesmo o trabalho.

Não se trata apenas da elite bilionária, políticos ou de um videoclipe de funk ostentação que aderem a esse comportamento, todos nós somos militantes do consumo excessivo.

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O comportamento do consumidor online

O comportamento do consumidor virtual ainda não existe, está em transição, sendo criado neste exato momento. Enquanto centros comerciais fecham as portas nos Estados Unidos, gigantes como Google compram empresas compulsivamente e sabem mais da sua vida do que você mesmo.

Cada vez mais opções na rede, mais anúncios e no meio desse acelerador de partículas, estamos nós, tentando otimizar o pouco tempo restante para assimilar isso tudo. O comércio eletrônico é de certa forma democrático e depende apenas do limite do seu cartão. Não importa a sua etnia, classe A, B ou C, você pode ir de roupa íntima com a sua meia furada até a sua loja favorita e terá o mesmo tratamento.

Sendo assim, o máximo que podemos fazer é um estudo de todas as novas mudanças como veremos a seguir.

O Geofencing e a Geolocalização

A Geolocalização não é nenhuma novidade e está disponível nos smartphones com GPS há algum tempo.

Porém, alguns de seus recursos podem ser bem explorados como o Geofencing. Trata-se de uma tecnologia que permite identificar a localização de um usuário que realizou uma ação (compra, download) em uma empresa ou marca, enviando-o um sms ou e-mail  quando o mesmo passar em frente à loja física ou quando estiver em um determinado setor de uma loja.

Exemplo disso é o iBeacon, desenvolvido pela Apple e utilizada em suas Apple Stores, essa tecnologia utiliza o Bluetooth para impactar os clientes em pontos específicos. Imagine um usuário em frente a um Macbook Pro, ele será impactado com mensagens sobre as novidades e variedades da mesma linha.

Slingshoter : Os desejos do consumidor em apenas um clique

Em breve a tecnologia utilizará recursos concretos para armazenar todos os desejos do consumidor em apenas um clique.

Pensando nisso, especialistas do Reino Unido estão desenvolvendo uma tecnologia chamada slingshoter, onde você poderá comprar produtos de suas lojas virtuais favoritas com apenas um clique não importa onde estiver, seja em uma loja física, um banner em um metrô ou nas redes sociais, apenas um clique armazenará o produto em seu carrinho de compras.

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Click and collect: A fusão das lojas físicas e virtuais

Os anos seguintes apontam também uma fusão e um flerte entre lojas físicas e virtuais. O click and collect facilita a vida dos clientes oferecendo a possibilidade de fazer suas compras online e ir buscar os produtos na loja física mais próxima.

Empresas nos Estados Unidos e Europa começam a utilizar essa tecnologia como Walmart, Tesco, Macy’s, Best Buy, Sears, The Container Store e várias outras lojas, onde é possível também comprar o produto na loja física, pagar via smartphone sem fila e recebê-lo em casa na hora que quiser.

Nos Estados Unidos a Walmart tem mais de 50% de compras em e-commerce realizadas via click and collect. Essa fusão mostra que a loja física ainda não está sentenciada perante a loja virtual, porém ela sofrerá consequentemente adaptações.

Como serão as lojas daqui uns anos, imensos depósitos para retirada de produtos? Showrooms monstruosos?

E nós, como faremos nossas compras?

Se a tecnologia está realmente amadurecendo resta-nos apenas utilizar a nosso favor e, se possível, consumir com moderação.

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