E-commerce Radar traça panorama do varejo online de eletroeletrônicos no Brasil

Referência no mercado, pesquisa confirma ascensão das transações virtuais e aponta tendências de consumo no primeiro semestre do ano.

A categoria de eletroeletrônicos sempre se destacou no e-commerce mundial e no Brasil não é diferente, figurando entre as 5 mais vendidas desde o início do varejo online no país, essa modalidade permanece em alta e seu ticket médio elevado (70,1% superior à média das demais Categorias) impulsiona o faturamento do setor. Tamanho desempenho pode ser justificado, principalmente, por dois fatores: primeiro, os produtos não são “comoditizados”, ou seja, o mesmo modelo pode ser encontrado em diversas lojas e, segundo, há uma segurança maior em saber que o item adquirido será exatamente como o ilustrado no anúncio, fator que também contribui para uma taxa de devolução mais baixa.

Com um público mais maduro e marcado por uma tendência de clientes do sexo masculino, pioneiros na adesão do varejo online, a categoria de eletroeletrônicos tem sua jornada de compras fortemente influenciada por esse canal e, segundo o levantamento, a analise comportamental do consumidor é fundamental para a tomada de decisões e pode motivar campanhas de vendas ainda mais certeiras. Quer saber quais os principais pontos do relatório e as perspectivas para o futuro da atividade no Brasil? Veja agora os grandes destaques da publicação:

Pesquisa Atlas

Focado em divulgar dados e informações práticas que contribuam para o crescimento do mercado, o Atlas, software de inteligência para o comércio eletrônico, idealizou o E-commerce Radar, estudo que analisa as variáveis mais influentes no desempenho do varejo online nacional e traça caminhos para a evolução do setor. Com dados de vendas de mais de 700 lojas online de todos os portes, sua nova edição reúne os resultados consolidados dos seis primeiros meses de 2017 da categoria de eletroeletrônicos e traça um panorama completo sobre o comportamento do consumidor.

Números promissores

O estudo revela que os consumidores de eletroeletrônicos navegam 25% a mais do que a média geral dos e-commerce, o que pode ocorrer em vista das pesquisas mais detalhadas por se tratar de um item de alto valor, mas a taxa de rejeição é de 57,2%, em linha com a média geral. Analisando a conversão média a taxa da categoria é de 1,6%, levemente superior a geral. São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal detém as maiores médias: 1,7%. Dos pedidos captados no primeiro semestre do ano, 45,3% tiveram o boleto como forma de pagamento, entre eles, apenas 63,6% foi aprovado, índice maior do que nas demais categorias, que foi de 49%.

Quando o assunto é abandono de carrinho o número é muito menor: 68% na categoria de eletroeletrônicos contra 84% nos demais segmentos. O maior tempo de navegação evidencia que o cliente desse setor pesquisa, analisa e avalia o item que vai adquirir, portanto, no momento da compra, o consumidor já está ciente do que quer e tem menos espaço para desistências. Isso denota uma oportunidade às lojas, pois, quanto mais informações uteis o site reunir sobre o produto, menos tempo o cliente investe em pesquisa e as chances de conversão aumentam.

Jornada de consumo online

Segundo o levantamento, no setor de eletroeletrônicos, ainda que o pedido não seja efetivamente fechado online, os processos de compra passam, quase sempre, por esse canal, e é nesse momento que elementos como informação simplificada, maior interação com produtos e estímulo visual e emocional podem alavancar a taxa de compra. Além disso, para conquistar mais clientes, esse setor de e-commerce é muito dependente das buscas do Google: 56,4% das compras online acontece após uma busca na ferramenta do maior site de pesquisas do mundo.

Em contrapartida, a participação mobile não segue tão forte no setor, pois a parcela de compras geradas exclusivamente via dispositivos móveis foi de 13,8%, bem inferior à média das demais categorias, que foi de 31,7%.  Contrariando a atual tendência, na qual o smartphones ganham mais espaço na jornada de consumo, o setor de eletroeletrônicos carece de mais investimentos e soluções criativas para competir nesse ambiente. Além do fator da “insegurança” do cliente em investir um valor alto via dispositivo móvel, algumas lojas ainda não tem uma versão mobile com boa usabilidade, o que contribui para que as compras se concretizem mais no desktop.

Técnicas de SEO e marketing são investimentos essenciais

O estudo mostra que a parcela de clientes que visitaram os sites pela primeira vez representa 73,4%, muito acima da média geral de 37,5%, o que destaca boa margem para investimentos no gerenciamento do relacionamento com o cliente. De acordo com a pesquisa, somente 28% dos e-commerce de eletroeletrônicos fazem campanhas de e-mail marketing, o número surpreende, pois representa uma grande oportunidade de fidelização desperdiçada, afinal, com uma vasta lista de contatos com potencial consumidores seria possível lançar campanhas promocionais e atrair clientes antigos.

A presença nas redes sociais é outro índice abaixo do esperado, apenas 42% atuam nesses meios. Atualmente as redes sociais são o maior canal de relacionamento entre clientes e negócios, especialmente os digitais, por isso, é extremamente importante participar estrategicamente de ao menos uma delas. Embora esses nichos ainda precisem de mais atenção a maioria das lojas de varejo online já tem consciência da importância do trabalho de marketing e SEO sobre a visibilidade do negócio: 71% dos e-commerce de eletroeletrônicos confirmaram a adoção de técnicas de otimização para mecanismos de busca em suas plataformas.

Quer saber mais? Clique aqui para ler o relatório na íntegra e ver todos os dados coletados pelo E-commerce Radar 2017.

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